Para comemorar o Dia Mundial do Rock, que é 13 de julho, a gente preparou uma semana toda para falar dele. Uma das ideias é a de, todo dia, alguém contar para gente o que o rock representa para tal pessoa. O primeiro é de Fernando Craviée, baixista da banda The Hell’s Kitchen Project – que vai até participar do Flashrock – e blogueiro do Tudo em Geral.
“Antes de falar sobre o dia do rock, temos que lembrar o que é ele. Seu significado. Para mim, rock é a vontade de mudar o mundo com a música. Seja através da letra, de uma proposta, de uma ação.
O Dia do Rock foi estabelecido exatamente com este pensamento, quando em 1985 foi feito o primeiro Live Aid, um evento musical com objetivo de ajudar a acabar com a fome na Etiopia. Vinte anos depois, outro evento foi realizado na mesma data e com a mesma proposta: ou seja, a vontade de mudar algo.
Rock é isso. Vai além da música. É uma questão de atitude. De ir contra algo que não está certo. Não é à toa que vemos que grandes movimentos de mudança têm artistas do gênero hasteando a bandeira.
Quando ganhei meu primeiro vinil da banda Dire Straits em 1988, sem saber nada de inglês, sabia que o que ouvia me agradava não apenas pelo ritmo, pela pegada mais forte, pelo som eletrificado . Sabia que havia algo mais. E é essa a diferença do rock, e todos o seus subgêneros. Sempre há algo a mais a se dizer”.
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