Marina Bastos fala de rock!

Dando continuidade à nossa semana especial em comemoração ao Dia Mundial do Rock, convidamos a Marina Bastos para também deixar sua declaração de amor ao ritmo. Marina é estudante de Jornalismo, baterista e blogueira do ótimo Rock’n’Beats. Confira também os textos de Fernando Craviée, Marcela Machado, Rodrigo James e Jeová Guimarães.

“Desde o Concert for Bangladesh, em 1971, músicos têm promovido eventos, músicas, documentários e festivais com o intuito de mudar o mundo. O Live Aid, que originou o Dia Mundial do Rock, e mais recentemente o Hope For Haiti, sem dúvida, são os grandes exemplos disso.

Quando ocorreu o Rock in Rio 3, em 2001, eu, com apenas 11 anos, fiquei extremamente encantada com o fato de que um evento musical era capaz de mobilizar a mídia de um país, atrair turistas e ligar toda a população de uma maneira que eu apenas tinha visto ocorrer com o esporte. No entanto, não foi a magnitude do evento ou a quantidade de atrações que mais chamou a minha atenção, foi o slogan do festival: “por um mundo melhor”.

De repente, a ideia de que a música era capaz de pedir a paz ou tentar conscientizar as pessoas sobre algo me passou a fazer sentido e sem dúvida o meu mundo se tornou melhor depois que passei a conhecer e dar atenção a música. Dessa forma, comecei a ouvir realmente tudo o que tocava, em todas as rádios, na MTV, procurando o que me agradava e o que eu acreditava que podia fazer alguma diferença.

Encontrei então o Strokes, ainda no comecinho de carreira, “Last Nite” tocando e o mundo parou, eu precisava ouvir mais daquilo, saber mais sobre música, conhecer aquele mundo. Do momento em que ouvi Julian Casablancas cantando pela primeira vez sabia que estaria “condenada” a passar toda a minha vida à procura de músicas novas e diferentes. O “Is This It” abriu o caminho para o mundo conhecer o new rock e o indie, e o meu caminho para tudo que sei sobre música.

Foi aí que realmente entendi o que o slogan do Rock in Rio dizia, afinal ele não era, de fato, um festival beneficente, mas acredito que queria mostrar como o rock tornava o mundo um lugar melhor ao nos mostrar a beleza da música como uma forma de alegrar nossas vidas diariamente”.

Marina Bastos

Uma resposta

  1. [...] 16/07/2010 Seguindo com a nossa semana em comemoração ao Dia Mundial do Rock, chegou a vez de Manoella Oliveira contar pra gente como é amar balé e, ao mesmo tempo Metallica. Ela é jornalista da Tato, já trabalhou nas revistas Planeta Sustentável, Atrevidinha e foi curadora do Busk. Confira também os textos de Marcela Machado, Rodrigo James, Fernando Craviée, Jeová Guimarães e Marina Bastos. [...]

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